terça-feira, 6 de setembro de 2011




Relatório do 2º Encontro

UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO


Centro de Formação Continuada – CeFoCo



GESTAR II  LINGUA PORTUGUESA

ESTADO: Espírito Santo MUNICÍPIO: Conceição do Castelo.

Tutor(a): Michele de Souza

Formador(a): Ana Néri                  

Município(s) que atende: Conceição do Castelo e Venda Nova do Imigrante.

Caderno: Guia Geral.
TP: Nº ( 01 –  Unidade 1 e 2 )                              Parcial            ( X )
                      Final                (    )

Número de Encontros:  Carga Horária dos Encontros:  04 horas(das 18 h às 22 h).


Relatório Descritivo de Avaliação da Aprendizagem

Aos  dois dias do mês de Agosto de 2011, às dezoito horas no prédio da (PMCC) Prefeitura Municipal de Conceição do Castelo na Secretaria de Educação, foi realizado o segundo encontro referente ao Gestar II, voltado exclusivamente para a área de Língua Portuguesa.
Neste encontro toda a equipe de professores cursistas e atuantes em redes municipais de ensino de  Conceição do Castelo e Venda Nova do Imigrante  estava presente, não faltou ninguém.
Primeiramente dei novamente as boas vindas a todos que ali se encontravam. Preparei a dinâmica de “Bingo” (que só seria realizado ao final da noite) com palavras otimistas e positivas dentre elas estavam: paz, amor, alegria, inteligência, sinceridade, saúde, dignidade, tolerância, perdão, fidelidade, partilha, bondade, fraternidade, responsabilidade, força, sorte, coragem, fé,etc., despertando mais uma vez reflexões a cerca da formação continuada dos professores no processo ensino/aprendizagem.
Na sequência das duas primeiras unidades fizemos uma discussão sobre a linguagem, suas relações com o “Sujeito”, os conceitos de Língua e Cultura, Norma e Variação Linguística: dialetos e registros, e a relação entre a oralidade e a escrita.
Assistimos a dois vídeos (“Chico Bento No Shopping” e o “Discurso do Orador” de Direito - ambos do youtube) e efetuamos a leitura de uma H.Q do Chico Bento em “O Orador da Turma” – Maurício de Souza que abordavam acerca do assunto em seguida abrimos novamente um momento para discussão.
Nossa estratégia fora assim: em “Chico Bento e o Orador da turma, cada professor representou a fala dos personagens. Para complementar o tema: Variação Linguística: dialetos e registros foram distribuídos folhas xerografadas enfatizando a língua de cada região Brasileira, retirados da Internet intitulado: “O Assaltante Nordestino, O Assaltante Mineiro, O Assaltante Carioca, O Assaltante Mineiro, O Assaltante Paulista, O Assaltante de Brasília e Esperteza  Mineira. Como atividade de Casa ficou a Leitura de um artigo científico intitulado “O vôo da Asa Branca: uma reflexão sobre lingüística e o Ensino da Língua Portuguesa.
Os professores cursistas perceberam que determinadas variedades linguísticas regionais são apropriadas para falar com determinados ouvintes em particular em situações diferenciadas. Por ser uma variedade social, geográfica, um registro formal ou informal, somos seres falantes, assim, por exemplo, um jovem pode falar a mesma coisa de formas diferentes para um colega e com seu avô, usar, por exemplo, um registro mais formal em uma carta pedindo emprego e um registro menos formal em uma carta a sua mãe.
“Ao analisar os três textos os professores cursistas perceberam que o primeiro é uma crônica de Carlos Drummond de Andrade intitulada Retrato de Velho; o segundo uma narrativa intitulada “Ciúme” de Lygia Bojunga Nunes e o terceiro intitulado“ Conta de Novo a história da noite em que eu nasci” um texto literário, ambos com diferentes linguagens.
Em depoimento disseram que Crônica enfatiza um vocabulário de época mais rebuscado e narrado em terceira pessoa; o segundo texto é uma narrativa simples, em primeira pessoa, uma linguagem simples que qualquer jovem adolescente entende e o terceiro é um texto literário trabalhando a subjetividade.
Por meio desse estudo, vimos vários conflitos culturais entre gerações, ou seja, cada indivíduo se constrói com sua história formando dessa forma a sua cultura. O que percebemos também exemplos de personagens, que exemplificam no contexto, seguindo a idade, apresentando assim características diferentes de linguagens.
Socializamos os Avançando na Prática que já haviam sido aplicados por alguns de nossos professores. Alguns depoimentos se fizeram presentes em relação ao tempo que está sendo corrido, pois nesse exato momento as escolas estão  caminhando para finalização do trimestre e muitas atividades estão sendo realizadas nas escolas, mas mesmo assim estão muito contentes em estarem realizando a formação continuada do Gestar II de Língua Portuguesa em nosso município.
Às 22h iniciamos os bingos. Fora sorteado palavra por palavra.Como premiação à professora cursista "ganhou simbolicamente uma caixa” com mensagens com chocolate “Bis” e teria como missão distribuir aos demais professores como manifestação de partilha, uma vez que tudo que se faz no Gestar é partilhado com todos. A professora Vera Lucia de Azevedo Fontan ganhou e brincou com as colegas que não destruiria, mas foi só um brincadeirinha, todas receberam e se deliciaram com aquele chocolate que encerrava a nossa segunda noite às 22h 10min.
Tutora Michele de Souza



segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Segundo Encontro - 02 de agosto de 2011.

2º Encontro

Tema:Unidade 1: As inter-relações entre língua e cultura
Relacionar língua e cultura;
Identificar os principais dialetos do português;
Identificar os principais registros do português;

Unidade 2: Variantes lingüísticas: desfazendo equívocos
Caracterizar a norma culta;
Caracterizar a linguagem literária;
Caracterizar a língua ora e a língua escrita;

PROCEDIMENTOS:
1º Momento:
Apresentação: Dinâmica – Eu sou...e minha expectativa para o curso é.
• SLIDE – Como se formam os paradigmas. (VÍDEO DOS MACACOS)
http://www.authorstream.com/Presentation/thesukh-450640-como-se-forma-um-paradigma/

2º Momento:
·         Resumo das Unidades 1 e 2 (apresentação em PowerPoint) -  UMA UNIDADE DE CADA VEZ.
·         Slides acerca de Variantes Linguísticas.
·         Relacionar língua e cultura – discussão acerca do texto apresentado na unidade/interpretação.
·         Identificar os principais dialetos do português–estudo dos slides que montei.
·         Identificar os principais registros do português – texto + discussão + slides do conteúdo.



Apresentações:
• Relato oral da realização da atividade (Avançando na prática) e entrega dos relatórios escritos.
• Avaliação da Oficina.
• Preparação do próximo encontro


LEITURA COMPARTILHADA
·         Chico Bento – o orador da turma (Quadrinhos – Turma da Mônica)
·         O vôo da Asa Branca: uma reflexão sobre a Lingüística e o Ensino de Língua.
·         Chico Bento no Shopping - YouTube

MATERIAIS PARA AS OFICINAS
aparelho de som, data-show, tela para projeção,papel.

SLIDES - POWERPOINT
Síntese dos conteúdos das unidades 1 e 2

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Esta é uma redação feita por uma aluna do curso de Letras, da UFPE, que obteve vitória em um concurso interno promovido pelo professor titular da cadeira de Gramática Portuguesa.


"Era a terceira vez que  aquele substantivo e aquele artigo se  encontravam no elevador. Um  substantivo masculino, com um aspecto plural, com alguns anos bem vividos  pelas preposições da vida. E o artigo era bem definido,  feminino,  singular: era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado  nominal.


Era ingênua, silábica, um pouco  átona, até ao contrário dele: um sujeito oculto, com todos os vícios de  linguagem, fanáticos por leituras e filmes ortográficos.

O substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos, num  lugar sem ninguém ver e ouvir. E sem perder essa oportunidade, começou a  se  insinuar, a perguntar, a conversar.  O artigo feminino deixou as reticências de lado, e permitiu esse  pequeno índice.

De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro:  ótimo, pensou o substantivo, mais um bom motivo para provocar alguns  sinônimos.
Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeça a se movimentar: só que em vez de descer, sobe e pára justamente no andar do substantivo.

Ele usou de toda a sua flexão  verbal, e entrou com ela em seu aposto.
Ligou o fonema, e ficaram  alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, bem suave e  gostosa. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela. Ficaram conversando, sentados num vocativo, quando ele começou  outra vez a se insinuar.

Ela foi deixando, ele foi usando seu forte  adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo, todos os  vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo direto. Começaram a se  aproximar,  ela tremendo de   vocabulário, e ele sentindo seu ditongo crescente: abraçaram-se, numa pontuação tão minúscula, que nem um  período simples passaria entre os dois.

Estavam nessa ênclise quando  ela confessou que ainda era vírgula ele não perdeu o ritmo e sugeriu uma  ou outra soletrada em seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por  essas palavras, estava totalmente oxítona às vontades dele, e foram para o  comum de dois gêneros.

Ela totalmente voz passiva, ele voz ativa.   Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos, ele foi avançando  cada vez mais: ficaram uns  minutos nessa próclise, e ele, com todo o seu  predicativo do objeto, ia tomando conta.
Estavam na posição de  primeira e segunda pessoas do singular, ela era um perfeito agente da  passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão  forçando aquele hífen ainda singular.
Nisso a porta abriu  repentinamente. Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido  tudo, e entrou dando conjunções e adjetivos nos dois, que se encolheram  gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas.

Mas ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tônica, ou  melhor, subtônica, o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios e declarou o  seu  particípio na história.
Os dois se olharam, e viram que isso  era melhor do que uma metáfora por todo o edifício. O verbo auxiliar se  entusiasmou, e mostrou o seu adjunto adnominal.

Que loucura, minha  gente. Aquilo não era nem  comparativo: era um superlativo  absoluto.
Foi se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com  aquele predicativo do sujeito apontado para seus objetos. Foi  chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu  tritongo, propondo claramente uma mesóclise-a-trois. Só que as condições  eram estas: enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria ao gerúndio  do substantivo, e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.

O substantivo, vendo que poderia se transformar num artigo  indefinido depois dessa, pensando em seu infinitivo, resolveu colocar um  ponto final na história: agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo,   jogou-o pela janela e voltou ao seu  trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa,  com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa  conclusiva."


terça-feira, 19 de julho de 2011

Nosso Primeiro Encontro

 
Aos dezoito dias do mês de Julho de 2011, às 18 h, na “Escola Atílio Pizzol” São João de Viçosa em Venda Nova do Imigrante”, realizamos o primeiro encontro  referente ao Gestar II  - Programa Gestão da aprendizagem escolar destinado aos professores das áreas de Língua Portuguesa e Matemática que atuam tanto em redes municipais e estaduais de educação e  apoiado pela Universidade Federal do Espírito santo(UFES).
Estavam presentes as Secretárias de Educação dos municípios de Conceição do Castelo Luzian Belisario dos Santos e Venda Nova do Imigrante Maria Cristina Paste, as coordenadoras Pedagógicas das  respectivas SEMECs Dalva Elena Guarnier de Abreu Costa e Eliana Falqueto, os professores das respectivas disciplinas  do programa de formação  e o diretor da Escola Gervásio Ambrosim  que nos cedeu a escola para o encontro.

As secretárias de ambos municípios se apresentaram e deram as boas vindas a todos os profissionais presentes, salientaram sobre a importância do curso para o professor cursista, abordaram acerca do interesse em nos ajudarem sempre, explanaram sobre a parceria entre os municípios, se colocaram a disposição  e em seguida nos apresentaram .Cumprimentos nossos professores bem como aos demais que estavam presentes.

Falamos de nossas expectativas em relação à formação e manifestamos nossa felicidade em estarmos ali naquela noite.

Como abertura oficial aplicamos a dinâmica “ Entrevista Musical” (cedida e trabalhada conosco na Formação na Ufes/ CeFoCo pelo Júnior Correa), que despertou  muitas reflexões acerca do curso de formação continuada nos professores .

Na sequência exibimos alguns slides identificando os objetivos, reflexões acerca dos direitos e deveres, cronograma, frequência obrigatória de 75% dos cursistas, relatórios individuais e coletivos bem como slides identificando a necessidade de se produzir um projeto envolvendo os estudantes e um portifólio que deverá ser entregue ao final do curso.

Fora aberto um momento de questionamento por parte dos professores em relação às dúvidas persistentes e suas ansiedades em relação a tudo que estava acontecendo.

Serenado aquele momento de turbulência pós explanação sistêmica e burocrática, distribuímos os materiais aos professores e nos dividimos por disciplina para introduzir o TP1.

Em círculo abrimos o material, folheamos e começamos introdutoriamente a conversar sobre a Unidade 01 do Livro TPI Linguagem e Cultura, cujo assunto baseia-se em Variantes Linguísticas: dialetos e registros.

Os professores ficaram admirados em relação à qualidade do material proporcionado pelo curso.Seguimos com uma leve e breve discussão acerca do conteúdo a  ser trabalhado no próximo encontro e como tarefa de casa foi marcada a leitura da Unidade  01 do Livro TPI Linguagem e Cultura, pois  a essa altura  nosso tempo já se revogava.
Michele de Souza.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

A largada foi dada...

Depois de muito estudar na Primeira Etapa da Formação em Vitória regresso com as melhores expectativas para este início tal glorioso da Formação.

Teremos no 1º encontro:  
a Aula Inaugural;
a entrega do Material aos Professores Cursistas e
o estudo efetivo do Guia Geral. 

Com o memso sentimento de  Drummond em seu poema Mãos dadas  aguardo calorosamente os meus coegas de trabalho.
"Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos, mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.

Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,
não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.
O tempo é a minha matéria, do tempo presente, os homens presentes,
a vida presente.